Sexo Trocado: a Histria Real do Menino Criado como Menina


Escrito por John Colapinto, o livro conta a histria verdica de um menino criada como menina aps uma circunciso malfeita com poucos meses de idade. Seus pais procuraram dois famosos especialistas que sugeriram trocar o sexo do beb, submetendo a criana a uma cirurgia de castrao Brenda Reimer descobriu que havia nascido menino quando tinha quatorze anos. Segundo seu relato, sentiu um misto de alvio e raiva, pois finalmente havia descoberto porque no aceitava seu sexo imposto. Sua histria comea com uma sucesso de erros e de arrogncia mdica. Aos oito meses, ao ser circuncidado, perdera grande parte do pnis. Seus inexperientes pais buscaram a ajuda de um renomado especialista em androginia, que os convenceu a trocar o sexo do garoto. O mdico acreditava que at os dois anos e meio de idade uma criana possua um sexo indefinido, moldado pelo meio em que vive, e queria comprovar sua teoria utilizando David como exemplo. A infncia e a adolescncia da criana foi um inferno desde ento. O livro, escrito pelo jornalista Jonh Colapinto (que ganhou um prmio por sua reportagem na revista americana "Rolling Stone"), traz tona essa escabrosa histria por meio de relatos de todos os envolvidos no caso. -- por Samantha Arana - Ediouro


Escrito por Flor do Asfalto s 11h40 PM
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Aiatol Khomeini

Transexuais do Isl

Por Cludia Wonder

 

Quem diria... A Repblica Islmica do Ir, que condena  gays e lsbicas, a punies que vo de chicotadas at pena de morte, no s permite que as transexuais vivam  livremente como paga a operao de mudana de sexo.

Sim. E isso desde os anos de 1980 graas luta incansvel de Maryam Khatoon Molkara, uma transexual de 54 anos natural do Teer.
Maryam, que em portugus quer dizer Maria, trabalhou nos anos 80 como enfermeira voluntria na guerra que o Ir travou contra o Iraque. Quando fazia curativos nos feridos, era tamanha sua gentileza (e dedicao) que os soldados no s reconheciam sua feminilidade como se perguntavam que pessoa era aquela. Sua bondade a fazia mais do que uma mulher.

Seu trabalho mdico chamou a ateno de figuras importantes no governo quando um dos pacientes, que tinha conexes com o poder, conseguiu que ela se encontrasse com altos funcionrios para entrevistas.

Em 1987, Maryam foi levada ao aiatol Khomeini e, em meia hora de conversa, teve a autorizao para a mudana de sexo. No mesmo dia lhe foi dado o chador preto, smbolo da feminilidade revolucionria iraniana.  Para uma transexual em um pas onde as mulheres quase no tm direitos, o chador foi mais do que uma conquista. Foi um verdadeiro privilgio. Como Maryam muito religiosa, foi procurar o aiatol para orientar-se sobre a mudana de sexo. Khomeini fez ento um istikhareh - ritual religioso onde o clrigo deixa cair o Alcoro no cho para interpretar o problema em questo de acordo com a pgina em que o livro sagrado se abre.

Para Maryam, a pgina caiu nos versos que contam a histria de Maria, me de Jesus.

A coincidncia do nome levou o aiatol a entender que Maryam era mulher e deveria seguir os ritos islmicos como tal. E que isso tambm significava que sua vida seria como a de Maria, uma vida de luta. Foi o que Maryam fez: continuou lutando em prol dos direitos das transexuais e a profecia se concretizou.
Hoje o Ir reconhece a transexualidade e Maryam fundou junto ao governo uma organizao de ajuda para pessoas em crise de identidade sexual: a Fundao Im Khomeini, que tambm financia a operao para mudana de sexo.

Inch Allah para as trans do Isl!



Escrito por Flor do Asfalto s 05h28 PM
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Hermaphrodite behind Venus and Mercury, East Hampton, NY Arthur Tress

Ser Hermafrodita: uma abordagem ao intersexo

Gssica Hellmann

Neste artigo utilizei como principal fonte bibliogrfica o estudo "A Importncia dos Aspectos ticos e Psicolgicos na Abordagem do Intersexo" de Maria ngela Spinola-Castro, como fontes secundrias: "A Clnica da Intersexualidade e Seus Desafios para os Profissionais de Sade" de Moara de Medeiros Rocha Santos, "Intersexo: o desafio da construo da identidade de gnero" de Moara de Medeiros Rocha Santos e Tereza Cristina Cavalcanti Ferreira de Arajo alm do Dicionrio de Mitologia Grego-Romana, publicado pela Editora Abril.

O hermafroditismo ocupa um espao muito importante na cultura greco-romana, fazendo parte da Histria e principalmente da Arte. Segundo o Dicionrio de Mitologia Greco-Romana: Hermafrodito o "filho de Mercrio (Hermes) com Vnus (Afrodite). Foi educado pelas Ninfas, nas florestas do monte Ida, na Frgia. Aos quinze anos, comeou a correr o mundo e chegou Caria. As margens de um lago, foi visto pela ninfa Salmcida, que se apaixonou por ele, tentando em vo seduzi-lo. Quanto Hermafrodito se lanou na gua para banhar-se, a ninfa abraou-o, suplicando aos deuses que jamais os separassem. Atendendo prece de Salmcida, os imortais uniram ambos num mesmo ser, de natureza dupla, masculina e feminina. Por sua vez, Hermafrodito pediu s divindades que todos os que se banhassem neste lago perdessem a virilidade."

Segundo Spinola-Castro (2005), "na Grcia Antiga, os intersexos eram reverenciados e mortos, enquanto os romanos, ao contrrio dos gregos, no eram ambivalentes e matavam a todos".

Mas o que vem a ser "Intersexo" ou "Hermafrodita"? Um ser com ambos os sexos? Homem e mulher? Ou devo perguntar como ele se sente: homem ou mulher? Como casos de hermafroditas ou "intersexo", conforme a denominao mdica, foram vistos em pocas diferentes?

Na Idade Mdia, essa questo raramente mencionada, a no ser como uma possvel forma de punio divina ou como seres enviados pelo diabo. Durante o perodo da Renascena, os europeus viam os intersexos como curiosidades ou erros da natureza. J na Era Vitoriana, buscavam-se critrios estveis e sem interfaces para definir o sexo, quando ento surgiu uma soluo proposta por dois mdicos ingleses, Blacker e Lawrence. Em conjunto com pesquisadores americanos e europeus, formou-se um consenso em torno da idia de que a natureza anatmica das gnadas deveria determinar o "sexo verdadeiro" do indivduo. Sem dar importncia funo dos tecidos, ovariano ou testicular, o aspecto do genital, o tamanho do pnis, a presena de vagina ou de mamas, a aparncia ou o papel sexual. Ou seja, na presena de ovrios, o indivduo deveria ser considerado mulher e, na presena de testculos, homem. Caso se decidisse que o indivduo era uma mulher com ovrios e testculos, realizava-se uma cirurgia para remover o testculo.

Com o avano da medicina e, principalmente, com a realizao de bipsias, tornou-se possvel descobrir a existncia de hermafroditas verdadeiros e a definio gonadal do sexo comeou a ser reavaliada.

Por exemplo, se o caritipo fosse 46,XY ou 46,XX/46,XY, com apenas uma gnada palpvel e nveis de testosterona presentes, porm inferiores aos esperados para um recm-nascido, a soluo seria mais simples? E se a criana com caritipo 46,XY apresentasse somente micropnis? Em todas essas circunstncias no existem condutas simplistas ou que no dependam de uma avaliao mais criteriosa (Spinola-Castro, 2005).

dados: http://www.gehspace.com/sexualidade66a70.htm#70

continua



Escrito por Flor do Asfalto s 11h22 PM
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continuao

A impossibilidade de saber de imediato o sexo, a necessidade de vrios exames, o tempo para a realizao do diagnstico, a angstia de no poder dizer se nasceu um menino ou uma menina atinge os pais e familiares de uma forma muito contundente. Essa uma situao com implicaes legais e sociais, que cria inmeras fantasias de medo e questionamentos pessoais, que interferem no processo de deciso, assim como repercutem em todo o processo de desenvolvimento, adaptao e aceitao da criana nas diferentes etapas da vida.

Por muito tempo, cabia apenas ao mdico estabelecer e decidir o sexo do recm nascido. "Criou-se o consenso de que a resoluo dos casos e a deciso quanto ao sexo de criao, sob responsabilidade de um grupo multiprofissional (urologista, endocrinologista peditrico, geneticista e psiclogo), seria obrigatoriamente sempre muito rpida e sem a participao dos pais ou familiares" (Spinola-Castro, 2005).

A autora afirma que "todos os esforos estariam direcionados para criar como menino ou menina uma criana fisicamente adequada ao gnero designado, com o objetivo final de se obter indivduos bem ajustados, heterossexuais, com aderncia ao tratamento hormonal, com uma boa relao familiar e que, preferencialmente, ignorassem sua condio anterior de intersexo. Nesse sentido, as discusses sobre intersexualidade deveriam ser limitadas, sem muitos detalhes ou informaes, preconizando-se o uso de termos genricos para evitar criarem-se dvidas quanto ao sexo estabelecido. A famlia era orientada para no discutir com a criana a sua condio, e os profissionais responsveis por esses pacientes eram, por sua vez, orientados a sempre reforar junto famlia a adequao do gnero estabelecido pelo corpo mdico". Era tambm recomendado por Money, segundo a autora, que, nos casos com incerteza em relao designao do sexo, a deciso final no deveria ultrapassar o perodo dos 18 aos 24 meses .

Anos se passaram, muitas destas crianas tornaram-se adultos e puderam opinar, contando suas frustraes por decises precipitadas, proporcionando uma nova viso deste assunto.

Segundo Santos (2006) "Justificada pelo interesse preventivo, a cirurgia realizada nos primeiros anos de vida parece responder aos impasses da conduta mdica. Em outras palavras, quando se enfatiza a urgncia operatria, transmite-se a idia de que existem riscos para a sade da criana, podendo ser este um fator que confunde a famlia, pois, na realidade, raro existir tal condio. Na maior parte dos casos, a deciso pode ser adiada do ponto-de-vista mdico".

Que critrios devem avaliadas na tentativa de definir o sexo de um recm-nascido: fsicas, genticas, hormonais? E quanto ao sexo psicolgico? Do ponto de vista mdico, a definio orgnica do sexo segue os seguintes critrios: gentico, fenotpico, gonadal e sua potencialidade hormonal e gametognica, e os componentes dos genitais internos e externos. Definir o sexo orgnico de um paciente no define o seu sexo psicolgico. Vrios fatores que podem influenciar o desenvolvimento dessas identidades, como a viso dos pais sobre a criana que nasceu e tambm todas as modificaes causadas durante a puberdade, em especial as hormonais e psicolgicas (Spinola-Castro, 2005).

Para Santos (2006), possvel notar, ento, que a ampla utilizao desta perspectiva estabelecida por Money, se deve, em parte, forma decisiva e inquestionvel na qual a designao sexual feita, o que d a impresso de que o sexo natural e verdadeiro do beb foi finalmente descoberto e o problema est sendo enfrentado. S que, quase sempre, o problema no termina a, sero necessrias vrias etapas cirrgicas ao longo dos anos.

"Certamente, a participao do indivduo no processo de tomada de deciso quanto a seu tratamento, principalmente em relao cirurgia, constitui medida preventiva dos prejuzos causados por uma redesignao sexual posterior ou, o que seria mais grave, pela convivncia forada com um sexo designado sem estabelecimento de identificao" (Santos e Arajo, 2006).

Apesar dos avanos, ainda no se conhecem todos os mecanismos que determinam e/ou influenciam na formao da identidade e do comportamento sexual. Nenhuma evoluo na maneira como o paciente com intersexo entendido, teria sido considerada possvel sem terem ocorrido as mudanas de costumes, que introduziram conceitos mais tolerantes e maior nfase na liberdade individual de escolha (Spinola-Castro, 2005).

A autora afirma que "possivelmente o caso com maior repercusso no meio cientfico tenha sido o de "John/Joan" um menino XY, gemelar, atendido na pediatria do Hospital Johns Hopkins aos 8 meses de idade que, aps sofrer uma leso peniana grave durante uma circunciso, foi operado e teve seu sexo de criao modificado para o sexo feminino. Permaneceu nesse gnero, enfrentando problemas srios de identidade at os 14 anos de idade, quando optou para a reverso para a condio masculina. Seu depoimento foi publicado como livro e teve um efeito muito importante para a orientao de outros pacientes com intersexualidade".

A definio do gnero obviamente mais complexa do que a simples determinao legal do sexo (registro civil) e, isoladamente, o ambiente no capaz de causar mudanas na identidade dos indivduos, ou tampouco influenciar os comportamentos e as transformaes idealizadas. A identidade de gnero um sentimento, um estado subjetivo, e que no est diretamente relacionado condio do indivduo ser de fato homem ou mulher. (Spinola-Castro, 2005).

"Nos ltimos 50 anos, o tratamento dos pacientes com intersexo foi baseado no conceito de que, ao nascimento, o crebro seria malevel e a identidade de gnero resultante dos efeitos sociais na criao, mais do que relacionada com fatores biolgicos. Entendia-se que a condio de ser homem ou mulher no seria inata, mas "apreendida" e sujeita a influncias culturais e ambientais. A preferncia quase que sistemtica pela criao no sexo feminino baseava-se no conceito de que, do ponto de vista cirrgico, seria mais fcil construir uma vagina do que um pnis com funcionalidade sexual futura. Pensava-se na identidade feminina como o resultado apenas de uma socializao adequada, o que seria alcanado pela reconstruo cirrgica do genital externo" (Spinola-Castro, 2005).

Hoje, j existe um consenso quanto plena participao dos pais nos processos de deciso e no existem mais dvidas quanto necessidade de inform-los do diagnstico, permitindo entenderem o princpio das avaliaes mdicas e as diferentes questes envolvidas, e principalmente a partir da idade em que os prprios pacientes, preferencialmente na adolescncia, comecem a se interessar pelas questes do desenvolvimento, importante que tambm possam entender o seu quadro clnico.

Segundo Spinola-Castro (2005) "Embora seja bastante bvio que um RN ou uma criana no tem condies de contribuir com qualquer deciso quanto ao seu prprio sexo de criao ou tampouco fornecer um consentimento, grupos organizados e eticistas reclamam que as responsabilidades sobre essas decises devem pertencer aos indivduos afetados, o que implicaria no estabelecimento da definio legal do sexo e dos possveis procedimentos cirrgicos apenas no momento em que os indivduos afetados pudessem participar do processo de deciso".

A autora afirma que "o principal alvo dos debates tem sido as cirurgias de feminizao, visto que essas implicam na remoo irreversvel de tecido para reduzir o tamanho do falo e para criar uma neovagina e intrito vaginal. Recentemente, algumas questes fundamentais tm sido levantadas em relao a essa conduta, entre as quais: Qual a necessidade de modificar a aparncia do genital durante a infncia? Qual a possibilidade de realizar a cirurgia posteriormente, quando o paciente pudesse estar de acordo e dar o seu consentimento? Qual a necessidade real de remoo das gnadas, se para prevenir secreo de testosterona ou evitar o desenvolvimento de um tumor?".

"Nas sociedades desenvolvidas ainda no existem evidncias comprovadas de que postergar a cirurgia possa trazer melhores resultados, pois o tratamento em idade bem precoce rotina, porm so exatamente desses pases que existem os relatos de pacientes na idade adulta questionando condutas tomadas quando eram crianas e que provavelmente no dependem apenas do aspecto cirrgico" (Spinola-Castro, 2005).

O objetivo inicial da cirurgia permitir que a criana esteja de acordo com o sexo e gnero designados e, tambm, permitir aos pais um beneficio psicolgico. Mas acima do benefcio psicolgico dos pais preciso pensar no da criana.

"Acrescente-se a isso a falta de uma legislao adequada de forma a proteger esses pacientes enquanto aguardam a avaliao mdica para uma deciso quanto ao sexo de criao e que permita um registro civil temporrio, o que lhes garantiria o acesso a postos de sade, atendimento hospitalar e convnios mdicos. Da mesma forma, tambm falta uma reviso da legislao vigente, que ainda considera a presena do cromossomo Y como o principal critrio para o registro civil. Seria tambm de grande importncia que os juzes de famlia participassem mais ativamente junto s equipes mdicas que tratam desses problemas. Considera-se fundamental em todo esse processo enfatizar a importncia do treinamento de um maior nmero de profissionais da rea mdica e psicolgica nessa rea do conhecimento" (Spinola-Castro, 2005).

"A pergunta mais importante ainda permanece sem respostas definitivas ou conclusivas, ou seja, o que faz de ns homens ou mulheres, meninas ou meninos? Se os cromossomos, hormnios, genitais, o crebro ou a forma como se aprende a pensar a respeito de ns mesmos e dos outros. Aplicar este tipo de pergunta a pacientes com ambigidade genital representa um grande desafio. Atravs da cirurgia, reposio hormonal ou apoio psicolgico, tenta-se oferecer a esses pacientes uma possibilidade de adequao fsica e emocional" (Spinola-Castro, 2005).

Um dado estatstico extremamente importante apresentado por Santos e Araujo (2006) "Na dcada passada, divulgava-se uma incidncia de 1:14.000 nascimentos (Hurtig, 1992); todavia, com o aprimoramento contnuo das tcnicas diagnsticas, estima-se que esta incidncia pode ser to alta quanto 1:2.000 nascimentos (Wilchins, 2002). O impacto provocado por tal atualizao epidemiolgica fortalece, portanto, o interesse clnico pelos aspectos psicolgicos envolvidos nesta problemtica".

O que me faz indagar: o que levou a este aumento drstico? Um aprimoramento na avaliao mdica? Avaliaes feitas erroneamente, ou at, para estudo de casos? Ou, ainda, que mudana biolgica ocorreu nesses ltimos anos para possibilitar esse aumento em to grande escala? Reitero que se tratam somente de indagaes pessoais.

"Como em outras reas da medicina, nesta absolutamente necessrio e fundamental unir duas condies essenciais, ou seja, a razo, aqui representada pelo conhecimento cientfico, a pesquisa, e a sensibilidade, para podermos perceber as sutilezas do comportamento humano, acima de tudo procurando agir com tolerncia para poder ajud-lo a conseguir uma identidade sexual satisfatria e uma insero social adequada, mesmo com uma histria de ambigidade genital passada ou ainda presente e que est por se estabelecer" (Spinola-Castro, 2005).

"Ao estudar o fenmeno da intersexualidade, muito se pode compreender acerca dos mltiplos fatores (que vo desde o micro - gentico, ao macro - cultura) que levam ao estabelecimento da identidade de gnero. Neste sentido, importante insistir quanto premncia de se considerar as contribuies dos recentes avanos da Psicologia do Desenvolvimento para a realizao de investigaes e intervenes na rea da intersexualidade. essencial que o setor da sade, ainda fortemente marcado pelo modelo mdico, introduza a perspectiva biopsicossocial" (Santos e Arajo, 2006).

Sabemos que a sexualidade vai muito alm do 'sexo orgnico'. Dela participam componentes como o erotismo, a libido, a sensibilidade, sua corporalidade (a maneira como voc entende e sente seu prprio corpo). Estes aspectos tambm devem ser levados em considerao no paciente com intersexualidade orgnica. Atualmente, esse atendimento pode no ser mais uma emergncia mdica, mas sempre continuar sendo uma emergncia psico-social. "A soluo das emergncias mentais requer tempo, educao, consultas e contemplao e s aps esse processo a tomada das decises" (Spinola-Castro, 2005).

"Ao se cogitar, e eventualmente decidir sobre o adiamento da cirurgia, fornecendo-se orientao especializada, possibilita-se ao indivduo elaborar o que melhor para si. Uma vez mais, reconhece-se que, na atualidade, a evoluo cientfica exige o desenvolvimento das interfaces de diferentes reas do conhecimento. A Psicologia do Desenvolvimento aplicada sade pode indicar algumas trilhas alternativas no cuidado ao indivduo intersexuado" (Santos e Arajo, 2006).

Agora pergunto: vocs, como pais, o que fariam? Como proteger os interesses que melhor convm criana? No tomar uma deciso precoce facilitar sua vida em sociedade? Cham-la por um nome unissex, ou por termos que designam ambos os sexos satisfatrio? Como me sei que meu filho de apenas 7 meses j atende quando o chamamos pelo nome. O nome, a definio orgnica faz parte da constituio da personalidade do indivduo. Entendam que no estou afirmando que o sexo orgnico ir definir a sua orientao sexual.

A nica concluso que posso chegar no momento que com o aumento epidmico constatado por Santos e Arajo imprescindvel a alterao proposta por Spinola-Castro: que a legislao "permita um registro civil temporrio, o que lhes garantiria o acesso a postos de sade, atendimento hospitalar a convnios mdicos".

Dados: http://www.gehspace.com/sexualidade66a70.htm#70



Escrito por Flor do Asfalto s 11h21 PM
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